segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Era uma vez um sonho em terras provençais (parte 2) - Uma espécie de crónicas de viagem
Trate-se da mais modesta Dona de Casa, ou do Chef de Cozinha do melhor restaurante, na Cozinha Provençal cada ingrediente é escolhido um a um, e esta tarefa começa logo de manhãzinha, para poder desfrutar dos mercados no seu melhor.
Mas não é só nos mercados coloridos que os legumes e frutas têm o papel principal. Ao contrário de outras regiões de França, a Provença é o paraíso dos legumes, muito notáveis em toda a cozinha, e a grande excepção desta cozinha, é que também o é nos restaurantes.
A cozinha Provençal dedica muito tempo e atenção à preparação de saladas e pratos de legumes, sendo que a preferência por estes se encontra desde a entrada à sobremesa.
Desde a bagna cauda, onde se mergulha várias tiras dos mais tenros legumes em molhos quentes de anchovas e alho, a soupe au pistou, a infindável quantidade de legumes farcis (recheados), beignetes (fritos), os bolos salgados e gratinados feitos com as mais delicadas folhas de acelgas e de espinafres, o mediterrânico ragout, e o maravilhosos ratatoullie, que depressa conquistou toda a Europa.
Ratatouille deriva das palavras rata (que significa escavar) e touiller (mexer), e apesar de o nome ser humilde, a combinação de legumes tenros traduz-se num glorioso prato que deve ser preparado sem pressas, já que, apesar das variações existentes nos dias de hoje, trata-se tradicionalmente de uma confecção lenta.
Uma especialidade dos planaltos de Nice, é o famoso mesclun, que significa mesclar ou misturar. Trata-se de um potpourri, ou de um apetitoso ramo, de folhas jovens que acabaram de atingir o tamanho suficiente para serem comidas - uma tentação provocada por vários tipos de alfaces jovens, rábano-silvestre, dente-de-leão, agriões, salsa, endívias, chicória, cerefólio, radicchio, rúcula e beldroegas, variando de estação para estação.
As Ervas Aromáticas e outros temperos
Desde há mais de 2000 anos, quando os Romanos desbravaram as florestas, que as ervas aromáticas e a urze conquistaram os terrenos abandonados, fazendo parte da flora natural da Provença. Rapidamente estas começaram a ser utilizadas pelos habitantes da região. Enquanto a alfazema era utilizada para fazer perfumes e em utilizações farmacêuticas, o tomilho reinava em todas as cozinhas, já que não há outra erva que se adapte tão bem a ingredientes tão diferentes. Têm também um alto valor medicinal visto que têm efeitos curativos para o estômago, intestinos e pulmões. Segundo a tradição da região tornam o nosso espírito romântico - facto pelo qual, as meninas da Provença tinham a certeza que eram pretendidas, caso encontrassem um ramo de tomilho á sua porta.
As ervas da Provença, ou ervas mágicas como são frequentemente chamadas em França, são, em regra, constituídas por três ou quarto ervas, que cada produtor compõe a gosto. O tomilho e o rosmaninho não podem faltar. Frequentemente junta-se a manjerona, segurelha, salva e o louro. Muito conhecida esta mistura de ervas aromáticas é vendida seca e picada por todo o mundo, no entanto, na Provença é frequente encontrá-las também frescas, em aromáticos ramos e também na forma de essência de cremes. Outras ervas da região, não menos importantes, são os orégãos, o manjericão, o funcho e o estragão. Todas, sem excepção, são aproveitadas ao máximo, usadas em quantidade, já que o sabor dos ingredientes aromáticos frescos não melhora com o tempo, pois perde a sua subtileza e qualidades distintivas e torna-se mais intenso. A maneira mais usual e tradicional de usar as ervas aromáticas na cozinha à provençale, é a partir de um ramo de cheiros, ou bouquet guarni. Trata-se de preparar um pequeno ramalhete de ervas aromáticas, que deve conter no mínimo três ervas aromáticas ou legumes aromáticos, em que a junção das mesmas seja ideal para melhorar o sabor do prato em questão. Este é adicionado a guisados, assados e estufados antes de se iniciar a confecção principal e retirado apenas antes de o prato ser servido.
A culinária da Provença é muito aromática e o alho tem um papel essencial, mas pouco vistoso, sendo um elemento principal entre um ramalhete de sabores frescos de ervas aromáticas, e onde as cebolas- muitas vezes chalotas-, têm um papel secundário. No
entanto, o constante uso de alho na cozinha, não é com o objectivo de que todos os pratos fiquem com um sabor intenso a alho.
Na boa culinária provençal, os sabores podem ser intensos, mas nunca avassaladores, complementando-se entre o uso de chalotas e ervas aromáticas, onde a frescura, mais uma vez, deve reinar - ou não fossem os sabores frescos o pilar desta cozinha. O alho da Provença tem muitas formas e tamanhos, e cada um é usado para uma confecção diferente. Enquanto este está ainda muito fresco tem um sabor suave, quase idêntico ao alho-francês.
Um passeio pelo mercado, é também o suficiente para entender que devido a influências vindas do outro lado do mar mediterrâneo chegaram um sem número de especierias, utilizadas das mais diversas formas.
Apesar dos dias curtos do Inverno Provençal, e de muitos dos restaurantes terem as portas fechadas, existem muitos gastrónomos que passam na região nesta atura para seguir o rasto das trufas. A região de Vaucluse, é considerada o produtor mais importante de trufas do mundo, apesar de se encontrarem algumas ainda em Mont Ventoux. A verdadeira trufa Perigord (e da Provença) é negra e entrelaçada com veios claros e muito finos. O seu perfume intenso e fascinante remete ao almíscar a ao louro e desenvolve particularmente o seu aroma quando está a ser cozinhada. Apesar de terem um preço por quilo quase exorbitante, os Provençais defendem que pode ser considerada quase económica, considerando o prazer que proporcionam, e que, estas são muito leves, sendo 100g suficientes para aromatizar diversos pratos e patês.
Nas regiões ricas em sol e pobres em chuva, as oliveiras tornaram-se uma visão familiar.
A partir de finais de Agosto podem ser colhidas as primeiras azeitonas verdes. Na Provença, a colheita propriamente dita da azeitona verde, começa em Outubro. O fruto em estado mais maduro é colhido nos finais de Novembro, início de Dezembro e Janeiro.
Independentemente do grau de maturidade da azeitona, quando colhida da árvore é sempre bastante amarga e necessita de um tratamento. Apesar de preservarem sempre um gosto ligeiramente amargo, só o ligeiro esborrachar das azeitonas verdes e poucos dias de molho em água mudada regularmente, pode ser o suficiente, antes de as colocar em água e sal com ervas aromáticas. Dependendo do tipo de azeitonas, estas levam tratamentos e temperos diferentes, que vão dar origem a inúmeros petiscos, quer para serem comidos directamente, quer para fazer pastas tipo tapenades que se barram em grossas fatias de pão, ou até mesmo para utilizar em diversas confecções.
E não se tratasse de uma cozinha mediterrânica, o azeite não pode faltar. Já desde os Gregos que na Provença, as azeitonas começaram a ser cultivadas, apanhadas e espremidas para aproveitar o seu azeite. No entanto, houve um grande espaço de tempo em que o azeite era precioso demais para ser utilizado na cozinha, sendo apenas utilizado nas lâmpadas, para hidratar a pele, e para inúmeros usos medicinais. Com os Romanos, o azeite tornou-se ainda mais importante, sendo um ingrediente indispensável da arte culinária, fornecendo na sua gordura o fundamento da alimentação mediterrânica. Através do Cristianismo, este facto foi reforçado, e inúmeros conventos da Provença fomentaram durante muito tempo o cultivo da oliveira. O azeite tradicional da Provença é verde dourado, um pouco baço, devido à sua filtração que não é completa - visto ser um produto da primeira prensa a frio - para ser o mais intenso e autêntico de possível. Denominado a gordura da terra, é a gordura de eleição dos provençais quer seja como um azeite básico para cozinhar, ou um refinado azeite virgem para regar o prato no último minuto.
E como a alimentação provençal é rica e variada, ainda há um pouco mais para aprender, que poderá encontrar aqui.
domingo, 18 de setembro de 2011
Era uma vez um sonho em terras provençais - Uma espécie de crónicas de viagem
Ás vezes pode acontecer que hajam momentos que nos parecem tão maravilhosos, que ficamos em dúvida se não será ainda apenas um sonho!! Foi o que me aconteceu em algumas manhãs à umas semanas atrás!! Os verdadeiros sonhos durante toda uma semana de viagem passavam se de dia, enquanto estava bem acordada, e não durante a noite, enquanto dormia, pois estes nunca conseguiam igualar à magia dos primeiros.
O sonho que vos vou falar hoje começou a primeira vez que fechei atrás de mim, a porta do prédio onde fiquei as noites que passei em Nice, um prédiozinho no centro velho da cidade. Não estava de entrada, mas de saída. Estava perante um sem numero de ruelas estritinhas e sinuosas, com prédios não muito altos, mas dado a largura das ruas, o suficiente para manter a sombra todo o dia, que confessemos era bastante agradável dado ao calor que se sente 24h nesta cidade. Estes prédios, na sua maioria amarelos, mas também azuis, cor-de-rosas, verdes e de uma data de outras cores, todos eles com portadas também elas bastante coloridas, criavam uma alegria sem igual, mesmo que na sua grande maioria faltasse uma boa pintura e até uma restauraçãozita. A verdade é que suponho que toda este alegria não venha apenas de todo este colorido, venha da costela italiana que por ali ficou, já que esta é um vizinha bem próxima. Sim, é isso porque a alegria sente-se também no ar, o ambiente é calmo e descontraído, mesmo quando todos trabalham, sente-se as donas de casa a estender a roupa em movimentos muito suaves, atentas a tudo o que se passa na rua, prontas a cumprimentar quem passa e até a dona de casa que faz a mesma tarefa mais ao final da rua... os funcionários dos 50 mil restaurantes que ali há, recebem as mercadorias e encomendas com igual calma mesmo sabendo toda a quantidade de trabalho que há ainda pela frente, pois apesar de muitos, o que é facto é que estão sempre cheios. E assim sucessivamente, tudo não passa de uma arte de viver, de aproveitar todos os momentos do dia, mesmo que se tratem das mais rotineiras acções, o propósito é sempre tirar o maior proveito da vida.
Voltando às ruazitas, temos, porta sim porta não, um sem fim de lojinhas de tudo o que seja necessário à típica vida provençal: cestos que são utilizados para todas as tarefas desde ir ao mercado até ir à praia, os típicos sabonetes de marselle e todos os perfumes que tem origem nesta região. E como não podia deixar de ser, e o que mais me fascinou, uma data de lojas de comida, desde lojas de massa caseira, fromageries (loja de queijos), boucheries (talho), boulangeries (padarias), pâtisseries (pastelarias), sucreries (lojas de nougats, caramelos e etc), e bastantes lojas gourmets, aiiii uma maravilha atrás da outra, a verdade é que não é preciso ser cozinheiro para ficar louco com estas lojinhas, mas até quem apenas sabe apreciar uma boa refeição, não consegue ficar indiferente a todo este espectáculo. Como não fosse suficiente temos logo desde manhã, o cheirinho de todas as varias especialidades de todos os mil e um restaurantes que se encontram a cada esquina, desde bistros, brasseries, mouleries, pizeries e etc etc, que no final de contas apesar de o nome variar todos exemplificam a sua maneira o melhor da cozinha provençal (pois claro, que aqui cozinha globalizada nem entra, só cozinha tradicional e o mais típica de possível).
Confesso que esta foi uma parte agri-doce, ver todas estas maravilhas, e não poder comprar 3 mil coisas para experimentar tudo e poder ter o prazer de as cozinhar... custou bastante, mas ouvi dizer que não se pode ter tudo, e à que se contentar com o que se tem, por isso foi mesmo o que fiz.
No entanto, eu viria a saber que isto era só uma amostra do que estava para vir. Uma coisa engraçada é que parece que toda a cidade grita "Verão", ou não se trata-se de uma cidade mediterrânea, como tal, parece que por qualquer ruazinha que escolher-mos, esta leva-nos em direcção à beleza inigualável e irresistível daquele mar.
Assim, mesmo antes de chegar à marginal, tchan tchan tchan tchan tchaaaaan, chegamos a uma praça bastante maior que as outras, que rápidamente percebemos que se trata do mercado, o centro de todos os acontecimentos. Tem graça ver como o mercado vai mudando consoante as horas, enquanto de manhã é uma montra dos mais maravilhosos legumes e frutas (que como não podia deixar de ser já falaremos), a tarde vira de flores e à noite de artesanato, quadros e joalharia, sempre rodeado de mais um sem fim de restaurantes que oferecem as mais variadas especialidades da região.
Assim, mesmo antes de chegar à marginal, tchan tchan tchan tchan tchaaaaan, chegamos a uma praça bastante maior que as outras, que rápidamente percebemos que se trata do mercado, o centro de todos os acontecimentos. Tem graça ver como o mercado vai mudando consoante as horas, enquanto de manhã é uma montra dos mais maravilhosos legumes e frutas (que como não podia deixar de ser já falaremos), a tarde vira de flores e à noite de artesanato, quadros e joalharia, sempre rodeado de mais um sem fim de restaurantes que oferecem as mais variadas especialidades da região.
È aqui no mercado que nos caí a ficha, principalmente para nós cozinheiros, e aqui que começamos a juntar um mais um, que juntamente com todas as lojinhas pelas qual passamos, por todos os restaurantes envolventes e que percebemos o que é e o que significa cozinha em terras provençais.
Curiosos para mais sobre a cozinha provençal? A continuação do texto, está aqui
sábado, 17 de setembro de 2011
Inspiração precisa-se
Pedimos desculpa, o objectivo era já estar um novo artigo postado, mas a verdade é que por aqui os dias não tem sido os melhores e a inspiração para escrever, ultimamente, não é a desejada!! Sabem quando já tem tudo direitinho e bonitinho na cabeça mas na altura de escrever é tudo uma desgraça?? Pois andamos nesses dias... Enfim, esperemos que não durem muito mais!!! Se alguém tiver sugestões para ultrapassar esta crise de escrita que avise pooooooooor favor. Por enquanto e de modo de tentar compensar a situação, nós vamos para a cozinha!! Juntam-se a nós???
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Un petit peau de cuisine française (uma espécie de crónicas de viagem parte II)
A primeira ideia que eu penso, e que a maioria das pessoas têm relativamente à comida francesa, não podia ser a mais semelhante às minhas primeiras refeições desta viagem, neste país. A verdade é que tal como a maioria das cozinhas está é também uma cozinha que difere muito de região para região que segundo diversas influêncuias assume diferentes e variadas formas e sabores. A cozinha francesa é portanto muito rica, não só em termos de ingredientes mas principalmente em termos de técnicas, pois como sabemos a cozinha francesa foi ao longo dos anos sofrendo uma evolução, passando por diversas fases que são ouvidas nos dias de hoje por todo o lado!!!
| Saint Jean de Luz |
| Saint Jean de Luz |
O tema da cozinha francesa não podia ser mais complexo e cheio de opiniões contraditórias, como tal é um assunto que se pode tornar bastante complicado, o que faz com que não me estenda muito na sua teoria pois iria dar com certeza para escrever artigos pelo durante um ano inteiro!! Assim muito resumidamente a cozinha francesa têm uma divisão bastante vísivel em termos regionais sendo que cada uma tem os produtos mais típicos da mesma, tentando sempre ao máximo tirar o partido dos mesmos e da natureza envolvente, e foi elaborada de acordo com diferentes influências geográficas e culturais, por exemplo a cozinha da provença da qual falaremos com mais calma no próximo artigo, é rica em legumes e fruta devido aos seus longos campos e pomares e sofre de muitas influências italianas, enquanto a norte as influencias alemãs são bastante vísiveis e assim sucessivamente. Enquanto falamos desta cozinha mais regional estamos a falar de cozinha de terroir. O que é facto é que a cozinha francesa sempre teve grande prestigio mundial, e Paris foi considerado durante muito tempo como a capital da boa comida e dos bons restaurantes visto os franceses terem de facto um grande gosto em apreciar boa comida. A cozinha burguesa, por instantes, está relacionada com os pratos tidos como clássicos, com molhos fortes e associada a técnicas complexas, uma cozinha muito apreciada principalmente pelas classes mais altas, mas elaborada unicamente em dias de festa! Por fim a nouvelle cuisine, críticada por muitos* tentando explicar brevemente, foi um aligeirar da cozinha burguesa com a utilização de tecnicas do mundo inteiro, elaborando uma cozinha mais rápida, utilizando molhos mais leves, servindo porções menores e tornando-a mais refinada, e sejam as críticas quais forem o que é facto é que foi uma evolução muito importante na cozinha mundial!!
Agora que já fizemos uma introduçãozinha desta cozinha, fechem os olhos e voltem ao príncipio, quando pensam em comida francesa, pensam em realmente o que? Eu sei que isto depende muito das experiencias, educação e cultura de cada um, mas mesmo quem sabe imeeeeeeeenso sobre cozinha francesa eu acho que as primeiras comidinhas de que a maioria das pessoas pensam estão mais ou menos dentro do mesmo!!
A primeira refeição foi um jantar em Biarritz!!! O que foi?? rápido, rápido, rápido??!!!?? Crepes!! Nã é obvio? Faltou a sopa de cebola gratinada com pão, mas acho mesmo que é dos pratos que mais caracterizam esta cozinha.
| Macarrons |
Não sei se alguém já foi à linda e espectacular cidade de Biarritz, que deixa tudo de boca aberta, não está situado propriemente na zona mais propícia a crepes, pois esta é mais para o norte, para os lados da Bretanha, mas há que ter alguma sorte e encontramos uma creperie bem tradicional onde comi os melhores crepes da minha vida!! Não é novidade nenhuma que os crepes podem ser salgados ou doces, e que o objectivo é serem o mais fininho de possível... pois estes eram bem bem fininhos, chegando mesmo as pontas a serem crocantes!! Tradicionalmente os crepes eram feitos de trigo sarraceno, e hoje em dia é muito díficil de encontrar quem o use e siga a verdadeira receita tradicional, mas parece que nós encontramos mesmo o sítio certo!! Os crepes escolhidos foram á base de...... Queijos, claro!! Algo mais típicamente francês? A acompanhar o jantar, há que ser um bocadinho mais original, os vinhos franceses são mais que conhecidos pelo mundo inteiro, o champagne nem vale a pena falar, e com uma noite muito quente, em que o que apetecia era mesmo uma bebida bem fresquinha e ligeiramente ácida tal e qual champagne, mas também mais baratinha, opta-mos por uma cidra, já exprimentaram?? È bastante diferente da espanhola a que estou mais habituada, que é doce e tem muito pouco alcool, está é mais cítrica e sente-se bem as "borbulhas"!! È sem dúvida uma bebida ideal para dias quentes!!
| Crepe |
| Crepe |
| Cidra |
O pequeno almoço foi tomado em Guetary, e para culmatar a estraordinária vista de mar esta refeição maravilhosa mais uma vez traduz para mim a comida francesa!! Baguetes, croissants, pain au chocolat e outras vinnoiseries (pequenos bolinhos à base de massa folhada servidos especialmente ao pequeno almoço)!!! Ainda à acrescentar temos uma enorme variedade de queijos e confitures (compotas)!! Pode não ser um pequeno almoço tão rico e complexo como o inglês ou americano, bastante mais simples mas também muito mais refinado e acreditem que há pouco que se iguale!!
| Guethary |
| Croissants |
| Viennoiseries |
| Confitures |
E para acabar este artigo não posso deixar passar uma terrinha pela qual passamos no dia anterior, já em França!! Sant Jean de Luz, é uma antigo porto pescatório que é, correndo o risco de parecer as minhas tias, "de se comer", é talves a vilazinha mais apetitiosa que já vi!! E toda ela cheia cheia de pequenas patisserie, boulangerie, viennoiseries e vendedores ambulantes a vender os mais diversos bolos e doces, uma autentica perdição!! Devo dizer que resisti, e também que me arrependi!! Mas a verdade é que a variedade é tanta, que a escolha é díficil, se virmos por exemplo os beignets (como se ve na fotografia) eram juntamente com os gateaux basques, talves os bolinhos que se via mais a venda, isso pode ajudar logo a decidir, mas a verdade é que até escolhendo os beignets as decisões não acabam pois ainda existe váriados recheios de fruta por onde escolher!! Os bolos franceses são relamente qualquer coisa, e eu não podia mesmo deixar de falar sobre os mesmos neste artigo, pois enquanto para cozinha tive a estudar um semestre inteiro sobre a cozinha provençal, para pastelaria tive um semestre inteiro a estudar a cozinha francesa, por isso confesso que foi muito interessante ver muitos dos bolos e doces que até lá tinha apenas visto em fotografias!! A pastelaria francesa para além de todas as diferenças regionais tem uma pastelaria muito refinada inventada nas cortes e posteriormente em Paris, as suas tecnicas são utilizadas hoje em dia em todo o mundo na confecção de receitas novas e antigas, e muitas das suas confecções são tão famosas que são possíveis encontrar nos quatro cantos do mundo!!
| Beignets |
| Gateaux Basques |
| Patisserie/ Sucrerie em Saint Jean de Luz |
| Patisserie/ Sucrerie em Saint Jean de Luz |
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